Comunidade & Missão

novembro 6, 2013

Paróquias Revitalizadas: Missão e desafios das pastorais

Filed under: Artigos,Espiritualidade,Formação,Igreja,Paróquias — Joseph Charles @ 5:38 pm

“Às Igrejas da Galácia; a vós,graça e paz da parte de Deus,nosso Pai,e do Senhor Jesus Cristo.Ele se entregou por nossos pecados,para nos libertar do presente mundo mau,segundo a vontade de nosso Deus e Pai.A Ele,a glória pelos séculos dos séculos.Amém!” (Gl 1,4-5).

As palavras de saudação do Apóstolo Paulo,nos faz refletir sobre esse tema muito importante para as nossas Comunidades Paroquiais,se tornarem Paróquias revitalizadas,à luz do Documento de Aparecida,e também do documento do Estudo 104 da CNBB, Comunidade de comunidades,uma nova paróquia.Ao refletir sobre esse tema,queremos tratar aqui alguns elementos fundamentais para abordar na nossa missão,como discípulos e missionários de Jesus Cristo,para formar os demais agentes de pastoral para compreender melhor,o que precisa ser feito para melhorar as suas atividades dentro da comunidade paroquial.“O discípulo missionário de Jesus Cristo faz parte do Povo de Deus (cf.1Pd 2,9-10;LG,n.9) e necessariamente vive sua fé em comunidade”. (DGAE,n.56).

O objetivo de uma paróquia atuar como uma comunidade discípula e missionária,basta que o discípulo missionário,atuando em suas atividades missionárias na sua pastoral,basta que “Há,porém,quem rechace qualquer possibilidade de renovação da mesma,alegando ser um problema estrutural histórico”.(cf.Paróquias Revitalizadas,À Luz de Aparecida,n.2.Esse subsídio está disponível no site (http://www.cnbbleste2.org.br).Vamos agora partilhar aqui alguns elementos fundamentais para a nossa reflexão desse artigo,utilizando o Documento de Aparecida e o documento do Estudo 104 da CNBB:

  • Espiritualidade Paroquial: A Espiritualidade Paroquial,precisa ter uma ampla formação onde no qual,se desempenha em realizar ações missionárias e também,a paróquia precisa trabalhar com urgência na ação evangelizadora da Igreja.Em primeiro lugar”Os discípulos missionários devem estar a serviço da vida.Jesus assegurou que nele temos a vida plena e em abundância.A missão e evangelização devem estar a serviço dela”. (cf.Síntese do Documento de Aparecida,n.8).Os discípulos missionários,devem estar à frente de uma atividade missionária dentro da comunidade paroquial para que é preciso fortalecer com o que nos indica o Documento de Aparecida: “Neste encontro com Cristo,queremos expressar a alegria de sermos discípulos do Senhor e de termos sido enviados com o tesouro do Evangelho.Ser cristão não é uma carga,mas um dom: Deus nos abençoou em Jesus Cristo seu Filho,Salvador do mundo”.(DAp 28).
  • Celebrações:  As celebrações realizadas na comunidade paroquial,é um exemplo muito importante,com a participação ativa dos fiéis e dos demais agentes de pastoral da mesma comunidade,deveriam também aderir a sua participação ativa nas celebrações eucarísticas,o Concílio Vaticano II,na Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium,adota esse compromisso da participação ativa na Eucaristia:“Cumpre que essa participação plena e ativa de todo o povo seja diligentemente considerada na reforma e no incremento da Sagrada Liturgia.Pois é a primeira e necessária fonte,da qual os fiéis haurem o espírito verdadeiramente cristão.E por isso,mediante instrução devida,deve com empenho ser buscada pelos pastores de alma em toda a ação pastoral”.(SC 14).Como dizia Bento XVI,no discurso inaugural da V Conferência de Aparecida: “A alegria de ser discípulos e missionários se percebe de modo especial onde fazemos comunidade fraterna.Somos chamados a ser Igreja de braços abertos,que sabe acolher e valorizar cada um de seus membros.Por isso,alentamos os esforços que são feitos nas paróquias para ser “casa e escola de comunhão”,animando e formando pequenas comunidades e comunidades eclesiais de base,assim como nas associações de leigos,movimentos eclesiais e novas comunidades”. (cf.DAp,Discurso Inaugural,n.3).
  • Acolhida: São Paulo,na Carta aos Romanos (cf.14,1;15,7),exemplifica que devemos acolher aquele que é fraco na fé,sem discutir opiniões,um acredita que pode comer de tudo,e outro sendo fraco na fé só come legumes,entretanto,”Cristo tornou-se servo dos circuncisos,para mostrar que Deus é fiel e cumpre as promessas feitas aos pais”(cf.Rm 15,8).Acolher significa receber bem ao teu próximo participando como também o Apóstolo nos incentiva a acolher uns aos outros,assim como cristo nos acolhe para a glória de Deus Pai (cf.v.15).É preciso acolher o irmão mais próximo de nós nessa expectativa de uma dimensão comunitária e missionária,como nos ensina  o estudo 104 da CNBB:”Aqueles que são conduzidos pelo Espírito (cf.Rm 8,14) são filhos de Deus que realizam no cotidiano sua dignidade divina (cf.Rm 8,4).A vida cristã consiste em acolher e em obedecer,de forma livre e consciente,a um projeto de vida.Essa é a graça divina criada no coração vivificado pelo Espírito”.(cf.n.35).
  • Liturgia: No estudo 104 da CNBB,devemos destacar também na Paróquia como casa,nela existem três elementos que devemos considerar de uma paróquia como casa,e eis aqui os exemplos: 1) Casa da Palavra: Aqui expressamos de modo especial,a paróquia como casa da Palavra,ou seja, podemos dizer que “A paróquia é a casa da Palavra,que se torna a casa do discípulo que acolhe e pratica a Palavra.A Igreja que se define pelo acolhimento do Verbo de Deus que,encarnando,colocou a sua tenda entre nós (cf.Jo 1,14)”.(cf.Est.104,nn.76-77). 2)Casa do Pão: A Constituição Sacrosanctum Concilium,nos aderiu a essa proposta da paróquia ser a Casa do Pão: “Portanto,assim como Cristo foi enviado pelo Pai,assim também Ele enviou os Apóstolos cheios do Espírito Santo,não só para pregarem o Evangelho a toda a criatura,anunciarem que o Filho de Deus,pela sua morte e ressurreição,nos libertou do poder de Satanás e da morte e nos transferiu para o reino do Pai,mas ainda para levarem a efeito o que anunciavam: a obra da salvação através do Sacrifício e dos Sacramentos,sobre os quais gira toda a vida litúrgica”.(SC,n.6). 3) Casa da caridade (ágape):No estudo 104,também podemos destacar que a Paróquia é também uma casa da caridade,o texto diz assim: “Na Palavra e na Eucaristia,o cristão,nova criatura pelo Batismo,vive numa nova dimensão na relação com Deus e com o próximo: a dimensão do amor como ágape,Jesus disse: “Já não vos chamo servos[…] Eu vos chamo amigos” (Jo 15,15).A amizade é o paradigma de todo relacionamento de Jesus com os discípulos”.(Est.104,n.81).
  • Missas: As celebrações das missas,contribuem uma fonte espiritual da Eucaristia,a missa é o ponto mais importante da Igreja,participando ativamente das missas dominicais,Solenidades,e também a missa festivas dos Santos da Igreja Católica.João Paulo II,na sua Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine,nos direciona com esse momento ápice da Eucaristia:“Todavia não se pode esquecer que o banquete eucarístico tem também um sinto primária e profundamente sacrifical.Nele,Cristo torna presente para nós o sacrifício atuado uma vez por todas no Gólgota.Embora aí presente como ressuscitado”.(MND,n.15).Também não podemos deixar de lembrar o que nos pede a Instrução Geral do Missal Romano,que diz a respeito das Funções do Povo de Deus: “Na celebração da Missa os fiéis constituem o povo santo,o povo adquirido e o sacerdócio régio,para dar graças a Deus e oferecer o sacrifício perfeito,não apenas pelas mãos do sacerdote,mas também juntamente com ele,e aprender a oferecer-se a si próprios[…] Por isso,evitem qualquer tipo de individualismo ou divisão,considerando sempre que todos têm um único Pai dos nos céus e,por este motivo,são todos irmãos entre si”.(cf.IGMR,n.95).
  • Homilias: As homilias,são realizadas,somente com o Ministro Ordenado,cabe a nós como Leigos,compreender que “A homilia é uma parte da liturgia e vivamente recomendada,sendo indispensável para nutri a vida cristã.Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia,levando em conta o ministério celebrado,como as necessidades particulares dos ouvintes”.(cf.Idem,n.65).As orientações que a Instrução Geral do Missal Romano,cabe também a nós,estimular-se a escuta da reflexão da liturgia da Palavra que foi proclamada,é também necessário entender que “A homilia,via de regra,é proferida pelo próprio sacerdote celebrante ou é por ele delegada a um sacerdote concelebrante ou,ocasionalmente,a um diácono,nunca,porém,a um leigo”.(cf.IGMR,n.66).Portanto,nós precisamos respeitar o que nos adere o Código do Direito Canônico: “Entre as formas de pregação,destaca-se a homilia,que é parte da própria liturgia e se reserva ao sacerdote ou diácono,nela se devem expor,ao longo do ano litúrgico,a partir do texto sagrado,os mistérios da fé e as normas da vida cristã.Em todas as missas que se celebram com participação do povo,nos domingos e festas de preceito,deve-se fazer a homilia,que não se pode omitir,a não ser por causa grave”.(CDC,Cân.767 §1 e § 2).
  • Formação Doutrinária: A formação doutrinária para os agentes de pastorais da paróquia,precisam ser incentivados,a proporcionar um estudo dos Documentos do Magistério da Igreja,dentre eles está o Catecismo da Igreja Católica,os Documentos Pontifícios,os Documentos do Concílio Vaticano II,inclusive a leitura do Documento de Aparecida,onde nos convida a sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo,entenda,o contexto para a leitura desse documento: 1) Impulso missionário: a Conferência deu um grande impulso a missão,relançou e renovou o espírito missionário da Igreja que deve estar em estado permanente de missão; 2) A Leitura orante da Bíblia: é a porta de entrada no santuário bíblico; 3) A opção pela vida-O Reino da Vida: a vida é o valor fundamental.Deve ser respeitada,preservada e cuidada; 4) O continente do Amor: o continente da esperança deve ser também o continente do amor,lugar da civilização que brota da Eucaristia e do amor solidário; 5) A conversão pastoral: precisamos nos converter à ação pastoral,acreditar e investir na pastoral.Sair do sacramentalismo,da rotina,da omissão e da acomodação pastoral.Como nos indica o Documento de Aparecida,sobre a Conversão Pastoral: “Esta firme decisão missionária deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais de dioceses,paróquias,comunidades religiosas,movimentos e de qualquer instituição da Igreja.Nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente,com todas as forças,nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé”.(DAp 365).Encontra-se também no Documento de Aparecida que: “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária.Assim será possível que “o único programa do Evangelho continue introduzindo-se na história de cada comunidade eclesial” como novo ardor missionário,fazendo com que a Igreja se manifeste como mãe que vai ao encontro,uma casa acolhedora,uma escola permanente de comunhão missionária”.(Idem.370).
  • Catequese Paroquial: O Subsídio do Regional Leste 2 da CNBB,”Paróquias Revitalizadas à Luz de Aparecida”,nos incentiva também e vale a pena lembrar também que os (as) catequistas possam”Ajudar a encontrar as referências autênticas de sua experiência religiosa,guiada pela graça de Deus: na Palavra da Sagrada Escritura,especialmente no evangelho de Jesus;na celebração da Liturgia eucarística  e dos outros sacramentos ,na relação de comunhão com a Igreja e de solidariedade com os pobres”.(cf.Paróquias Revitalizadas,à Luz de Aparecida,p.41).Quero também reforçar o que nos ensina o Diretório Nacional de Catequese,onde nos explica em relação a catequese paroquial,possa fortalecer um exemplo de vida:“O desafio da Igreja é a evangelização do mundo de hoje,mesmo em territórios onde a Igreja já se encontra implantada há mais tempo.Nossa realidade pede uma nova evangelização.A catequese coloca-se dentro dessa perspectiva evangelizadora,mostrando uma grande paixão pelo anúncio do Evangelho”.(DNC 29).Outro ponto fundamental da Catequese Paroquial é fazer com que a formação para a Iniciação à Vida Cristã,demonstra o ponto mais fundamental para a nossa vida,como nos ensina o Estudo 97 da CNBB: “A iniciação á vida cristã supõe uma comunidade que passe no teste do “Vinde e vede”.Iniciação não é só aprendizado de doutrina.É inserção na totalidade da experiência de fé dentro de uma comunidade em que se identifica a presença ativa do fermento do evangelho e a força transformadora do amor de Jesus”.(Est.97,n.26).O Documento de Aparecida nos incentiva: “A paróquia precisa ser o lugar onde se assegure a iniciação cristã e terá como tarefas irrenunciáveis: iniciar na vida cristã os adultos batizados e não suficientemente evangelizados;educar na fé as crianças batizadas em um processo que as leve a completar sua iniciação cristã;iniciar os não batizados que,havendo escutado o querigma,querem abraçar a fé”.(DAp 293).Vale a pena lembrar que a formação dos catequista também precisa dar um passo nesse ardor missionário de fazer com que a catequese seja uma forma de iniciativa,para que eles possam ser capazes de que “A missão do catequista exige dele uma formação  espiritual.A Igreja tem alta consideração a vida espiritual”.(cf.Est.59 da CNBB,n.153).É importante também lembrar que “A fé cristã permite à criatura humana identificar que Deus é a um só tempo Logos e Ágape,isto é,verdade sábia e amor.Deus não poderia ser amor caso não fosse também sabedoria,mas concomitantemente,a sua sabedoria é a sabedoria do amor”.(cf.Conselho Pontíficio para a Promoção da Nova Evangelização,Viver o Ano da Fé,Edições CNBB,Documentos da Igreja 11,p.40).

Que assim você possa então fortalecer com esse artigo,que escrevo,possa ajudar nessa caminhada da missão e do desafio,no qual devemos atuar como discípulos e missionários de nosso Senhor Jesus Cristo,seguir o caminho mais importante,façamos que a paróquia,seja uma paróquia discípula e missionária,levando no coração os passos a serem indicados,conforme nos indicou o Documento de Aparecida,e do documento do Estudo 104 da CNBB que fala do mais importante caminho para a renovação da paróquia ‘Comunidade de Comunidades,uma nova paróquia’,cabe então a nós a sermos incentivados a atuar como discípulos missionários servindo com o amor e serviço para podermos então “Conservar a unidade pelo Espírito Santo no vínculo da paz” (cf.Ef 4,3).Assim seja!

Joseph Charles D´Almada Batista

Paróquia do Sagrado Coração de Jesus,Campos,RJ

janeiro 20, 2012

Série sobre o dia da Vida Consagrada

Filed under: Espiritualidade,Vida Consagrada — Joseph Charles @ 1:59 pm

No dia 02 de Fevereiro,celebraremos o Dia da Apresentação do Senhor e também o dia da Vida Consagrada.Por isso,elaborarei uma mensagem com o tema “Comunidade e  Missão-«Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos,nas reuniões em comum» (At 2,42)”. O objetivo dessa mensagem,faz com que as Novas Comunidades,Movimentos Eclesiais e Movimentos Focolares,sintam a presença do Espírito Santo,derrame suas bênçãos sobre os seus membros.Como nos pede o Papa Bento XVI,na sua mensagem aos participantes do II Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades:“O impulso missionàrio é  comprovação  da radicalidade  de uma experiência de fidelidade sempre renovado ao próprio carisma, que leva além de qualquer fechamento cansado e egoísta em si”.(Bento XVI,Mensagem aos participantes do II Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades).

A vida consagrada,nos torna seguidores da luz de Cristo,portanto,precisamos evangelizar continuamente  na ação evangelizadora da Igreja,manifestando a nossa fé sendo uma fortaleza na missão que vamos viver na experiência do carisma vivido nas Novas Comunidades.“A espiritualidade de grandes partes das novas comunidades se baseia principalmente na espiritualidade da Renovação Carismática Católica,enfatizando a experiência pessoal de Deus,a oração,o dom das línguas,a cura e a libertação pessoal,o uso da Bíblia”.(Subsídio Doutrinal 3 da CNBB,27).Portanto,iremos refletir sobre a série de artigos sobre a Vida Consagrada.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Joseph Charles D ‘Almada Batista
Comunidade Fraternidade Pequena Via

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