Comunidade & Missão

dezembro 15, 2013

Nota de esclarecimento pastoral a comunidade católica de Campos

Filed under: Nota — Joseph Charles @ 1:41 pm

                                                                     

                          Nota de esclarecimento pastoral a comunidade católica de Campos 

Nós Bispos e Pastores próprios da Diocese de Campos e da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, vimos a público para esclarecer a população católica, a todos os cristãos e pessoas de boa vontade, o nosso posicionamento a respeito da PL 122 e seus substitutivos (incluindo o substitutivo ao PNE) a respeito da homofobia:
Condenamos toda violência, discriminação e preconceitos contra as pessoas homossexuais.
Defendemos a acolhida, a pastoral da diversidade onde estas pessoas possam expressar suas buscas e como todo cristão viver a fé e a conversão.
Questionamos, no entanto, estes projetos porque criminalizam a opinião e a adesão à antropologia cristã e à teologia revelada sobre a família e o casamento, confundindo crime de ódio com a legítima exposição do pensamento, aliás, fundamental para o Estado de Direito.
Não pode ser relegada ou confinada ao âmbito das Igrejas, ao interior das sacristias, a liberdade de expressão e consciência, pois sem elas não existe mais liberdade religiosa no país e rasgaríamos o art. V da Constituição, enveredando para um totalitarismo de gênero.
Ao serem aprovados estes projetos, longe de se proteger a comunidade “homo-afetiva”, serão acrescentados pretextos para o ódio discriminatório, que todos repudiamos.

Era o que tínhamos a manifestar em defesa da verdade e do bem comum.
Deus abençoe a todos/as!

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz – Bispo Diocesano de Campos
Dom Fernando Áreas Rifam – Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Campos dos Goytacazes, 13 de Dezembro de 2013.

novembro 6, 2013

Paróquias Revitalizadas: Missão e desafios das pastorais

Filed under: Artigos,Espiritualidade,Formação,Igreja,Paróquias — Joseph Charles @ 5:38 pm

“Às Igrejas da Galácia; a vós,graça e paz da parte de Deus,nosso Pai,e do Senhor Jesus Cristo.Ele se entregou por nossos pecados,para nos libertar do presente mundo mau,segundo a vontade de nosso Deus e Pai.A Ele,a glória pelos séculos dos séculos.Amém!” (Gl 1,4-5).

As palavras de saudação do Apóstolo Paulo,nos faz refletir sobre esse tema muito importante para as nossas Comunidades Paroquiais,se tornarem Paróquias revitalizadas,à luz do Documento de Aparecida,e também do documento do Estudo 104 da CNBB, Comunidade de comunidades,uma nova paróquia.Ao refletir sobre esse tema,queremos tratar aqui alguns elementos fundamentais para abordar na nossa missão,como discípulos e missionários de Jesus Cristo,para formar os demais agentes de pastoral para compreender melhor,o que precisa ser feito para melhorar as suas atividades dentro da comunidade paroquial.“O discípulo missionário de Jesus Cristo faz parte do Povo de Deus (cf.1Pd 2,9-10;LG,n.9) e necessariamente vive sua fé em comunidade”. (DGAE,n.56).

O objetivo de uma paróquia atuar como uma comunidade discípula e missionária,basta que o discípulo missionário,atuando em suas atividades missionárias na sua pastoral,basta que “Há,porém,quem rechace qualquer possibilidade de renovação da mesma,alegando ser um problema estrutural histórico”.(cf.Paróquias Revitalizadas,À Luz de Aparecida,n.2.Esse subsídio está disponível no site (http://www.cnbbleste2.org.br).Vamos agora partilhar aqui alguns elementos fundamentais para a nossa reflexão desse artigo,utilizando o Documento de Aparecida e o documento do Estudo 104 da CNBB:

  • Espiritualidade Paroquial: A Espiritualidade Paroquial,precisa ter uma ampla formação onde no qual,se desempenha em realizar ações missionárias e também,a paróquia precisa trabalhar com urgência na ação evangelizadora da Igreja.Em primeiro lugar”Os discípulos missionários devem estar a serviço da vida.Jesus assegurou que nele temos a vida plena e em abundância.A missão e evangelização devem estar a serviço dela”. (cf.Síntese do Documento de Aparecida,n.8).Os discípulos missionários,devem estar à frente de uma atividade missionária dentro da comunidade paroquial para que é preciso fortalecer com o que nos indica o Documento de Aparecida: “Neste encontro com Cristo,queremos expressar a alegria de sermos discípulos do Senhor e de termos sido enviados com o tesouro do Evangelho.Ser cristão não é uma carga,mas um dom: Deus nos abençoou em Jesus Cristo seu Filho,Salvador do mundo”.(DAp 28).
  • Celebrações:  As celebrações realizadas na comunidade paroquial,é um exemplo muito importante,com a participação ativa dos fiéis e dos demais agentes de pastoral da mesma comunidade,deveriam também aderir a sua participação ativa nas celebrações eucarísticas,o Concílio Vaticano II,na Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium,adota esse compromisso da participação ativa na Eucaristia:“Cumpre que essa participação plena e ativa de todo o povo seja diligentemente considerada na reforma e no incremento da Sagrada Liturgia.Pois é a primeira e necessária fonte,da qual os fiéis haurem o espírito verdadeiramente cristão.E por isso,mediante instrução devida,deve com empenho ser buscada pelos pastores de alma em toda a ação pastoral”.(SC 14).Como dizia Bento XVI,no discurso inaugural da V Conferência de Aparecida: “A alegria de ser discípulos e missionários se percebe de modo especial onde fazemos comunidade fraterna.Somos chamados a ser Igreja de braços abertos,que sabe acolher e valorizar cada um de seus membros.Por isso,alentamos os esforços que são feitos nas paróquias para ser “casa e escola de comunhão”,animando e formando pequenas comunidades e comunidades eclesiais de base,assim como nas associações de leigos,movimentos eclesiais e novas comunidades”. (cf.DAp,Discurso Inaugural,n.3).
  • Acolhida: São Paulo,na Carta aos Romanos (cf.14,1;15,7),exemplifica que devemos acolher aquele que é fraco na fé,sem discutir opiniões,um acredita que pode comer de tudo,e outro sendo fraco na fé só come legumes,entretanto,”Cristo tornou-se servo dos circuncisos,para mostrar que Deus é fiel e cumpre as promessas feitas aos pais”(cf.Rm 15,8).Acolher significa receber bem ao teu próximo participando como também o Apóstolo nos incentiva a acolher uns aos outros,assim como cristo nos acolhe para a glória de Deus Pai (cf.v.15).É preciso acolher o irmão mais próximo de nós nessa expectativa de uma dimensão comunitária e missionária,como nos ensina  o estudo 104 da CNBB:”Aqueles que são conduzidos pelo Espírito (cf.Rm 8,14) são filhos de Deus que realizam no cotidiano sua dignidade divina (cf.Rm 8,4).A vida cristã consiste em acolher e em obedecer,de forma livre e consciente,a um projeto de vida.Essa é a graça divina criada no coração vivificado pelo Espírito”.(cf.n.35).
  • Liturgia: No estudo 104 da CNBB,devemos destacar também na Paróquia como casa,nela existem três elementos que devemos considerar de uma paróquia como casa,e eis aqui os exemplos: 1) Casa da Palavra: Aqui expressamos de modo especial,a paróquia como casa da Palavra,ou seja, podemos dizer que “A paróquia é a casa da Palavra,que se torna a casa do discípulo que acolhe e pratica a Palavra.A Igreja que se define pelo acolhimento do Verbo de Deus que,encarnando,colocou a sua tenda entre nós (cf.Jo 1,14)”.(cf.Est.104,nn.76-77). 2)Casa do Pão: A Constituição Sacrosanctum Concilium,nos aderiu a essa proposta da paróquia ser a Casa do Pão: “Portanto,assim como Cristo foi enviado pelo Pai,assim também Ele enviou os Apóstolos cheios do Espírito Santo,não só para pregarem o Evangelho a toda a criatura,anunciarem que o Filho de Deus,pela sua morte e ressurreição,nos libertou do poder de Satanás e da morte e nos transferiu para o reino do Pai,mas ainda para levarem a efeito o que anunciavam: a obra da salvação através do Sacrifício e dos Sacramentos,sobre os quais gira toda a vida litúrgica”.(SC,n.6). 3) Casa da caridade (ágape):No estudo 104,também podemos destacar que a Paróquia é também uma casa da caridade,o texto diz assim: “Na Palavra e na Eucaristia,o cristão,nova criatura pelo Batismo,vive numa nova dimensão na relação com Deus e com o próximo: a dimensão do amor como ágape,Jesus disse: “Já não vos chamo servos[…] Eu vos chamo amigos” (Jo 15,15).A amizade é o paradigma de todo relacionamento de Jesus com os discípulos”.(Est.104,n.81).
  • Missas: As celebrações das missas,contribuem uma fonte espiritual da Eucaristia,a missa é o ponto mais importante da Igreja,participando ativamente das missas dominicais,Solenidades,e também a missa festivas dos Santos da Igreja Católica.João Paulo II,na sua Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine,nos direciona com esse momento ápice da Eucaristia:“Todavia não se pode esquecer que o banquete eucarístico tem também um sinto primária e profundamente sacrifical.Nele,Cristo torna presente para nós o sacrifício atuado uma vez por todas no Gólgota.Embora aí presente como ressuscitado”.(MND,n.15).Também não podemos deixar de lembrar o que nos pede a Instrução Geral do Missal Romano,que diz a respeito das Funções do Povo de Deus: “Na celebração da Missa os fiéis constituem o povo santo,o povo adquirido e o sacerdócio régio,para dar graças a Deus e oferecer o sacrifício perfeito,não apenas pelas mãos do sacerdote,mas também juntamente com ele,e aprender a oferecer-se a si próprios[…] Por isso,evitem qualquer tipo de individualismo ou divisão,considerando sempre que todos têm um único Pai dos nos céus e,por este motivo,são todos irmãos entre si”.(cf.IGMR,n.95).
  • Homilias: As homilias,são realizadas,somente com o Ministro Ordenado,cabe a nós como Leigos,compreender que “A homilia é uma parte da liturgia e vivamente recomendada,sendo indispensável para nutri a vida cristã.Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia,levando em conta o ministério celebrado,como as necessidades particulares dos ouvintes”.(cf.Idem,n.65).As orientações que a Instrução Geral do Missal Romano,cabe também a nós,estimular-se a escuta da reflexão da liturgia da Palavra que foi proclamada,é também necessário entender que “A homilia,via de regra,é proferida pelo próprio sacerdote celebrante ou é por ele delegada a um sacerdote concelebrante ou,ocasionalmente,a um diácono,nunca,porém,a um leigo”.(cf.IGMR,n.66).Portanto,nós precisamos respeitar o que nos adere o Código do Direito Canônico: “Entre as formas de pregação,destaca-se a homilia,que é parte da própria liturgia e se reserva ao sacerdote ou diácono,nela se devem expor,ao longo do ano litúrgico,a partir do texto sagrado,os mistérios da fé e as normas da vida cristã.Em todas as missas que se celebram com participação do povo,nos domingos e festas de preceito,deve-se fazer a homilia,que não se pode omitir,a não ser por causa grave”.(CDC,Cân.767 §1 e § 2).
  • Formação Doutrinária: A formação doutrinária para os agentes de pastorais da paróquia,precisam ser incentivados,a proporcionar um estudo dos Documentos do Magistério da Igreja,dentre eles está o Catecismo da Igreja Católica,os Documentos Pontifícios,os Documentos do Concílio Vaticano II,inclusive a leitura do Documento de Aparecida,onde nos convida a sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo,entenda,o contexto para a leitura desse documento: 1) Impulso missionário: a Conferência deu um grande impulso a missão,relançou e renovou o espírito missionário da Igreja que deve estar em estado permanente de missão; 2) A Leitura orante da Bíblia: é a porta de entrada no santuário bíblico; 3) A opção pela vida-O Reino da Vida: a vida é o valor fundamental.Deve ser respeitada,preservada e cuidada; 4) O continente do Amor: o continente da esperança deve ser também o continente do amor,lugar da civilização que brota da Eucaristia e do amor solidário; 5) A conversão pastoral: precisamos nos converter à ação pastoral,acreditar e investir na pastoral.Sair do sacramentalismo,da rotina,da omissão e da acomodação pastoral.Como nos indica o Documento de Aparecida,sobre a Conversão Pastoral: “Esta firme decisão missionária deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais de dioceses,paróquias,comunidades religiosas,movimentos e de qualquer instituição da Igreja.Nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente,com todas as forças,nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé”.(DAp 365).Encontra-se também no Documento de Aparecida que: “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária.Assim será possível que “o único programa do Evangelho continue introduzindo-se na história de cada comunidade eclesial” como novo ardor missionário,fazendo com que a Igreja se manifeste como mãe que vai ao encontro,uma casa acolhedora,uma escola permanente de comunhão missionária”.(Idem.370).
  • Catequese Paroquial: O Subsídio do Regional Leste 2 da CNBB,”Paróquias Revitalizadas à Luz de Aparecida”,nos incentiva também e vale a pena lembrar também que os (as) catequistas possam”Ajudar a encontrar as referências autênticas de sua experiência religiosa,guiada pela graça de Deus: na Palavra da Sagrada Escritura,especialmente no evangelho de Jesus;na celebração da Liturgia eucarística  e dos outros sacramentos ,na relação de comunhão com a Igreja e de solidariedade com os pobres”.(cf.Paróquias Revitalizadas,à Luz de Aparecida,p.41).Quero também reforçar o que nos ensina o Diretório Nacional de Catequese,onde nos explica em relação a catequese paroquial,possa fortalecer um exemplo de vida:“O desafio da Igreja é a evangelização do mundo de hoje,mesmo em territórios onde a Igreja já se encontra implantada há mais tempo.Nossa realidade pede uma nova evangelização.A catequese coloca-se dentro dessa perspectiva evangelizadora,mostrando uma grande paixão pelo anúncio do Evangelho”.(DNC 29).Outro ponto fundamental da Catequese Paroquial é fazer com que a formação para a Iniciação à Vida Cristã,demonstra o ponto mais fundamental para a nossa vida,como nos ensina o Estudo 97 da CNBB: “A iniciação á vida cristã supõe uma comunidade que passe no teste do “Vinde e vede”.Iniciação não é só aprendizado de doutrina.É inserção na totalidade da experiência de fé dentro de uma comunidade em que se identifica a presença ativa do fermento do evangelho e a força transformadora do amor de Jesus”.(Est.97,n.26).O Documento de Aparecida nos incentiva: “A paróquia precisa ser o lugar onde se assegure a iniciação cristã e terá como tarefas irrenunciáveis: iniciar na vida cristã os adultos batizados e não suficientemente evangelizados;educar na fé as crianças batizadas em um processo que as leve a completar sua iniciação cristã;iniciar os não batizados que,havendo escutado o querigma,querem abraçar a fé”.(DAp 293).Vale a pena lembrar que a formação dos catequista também precisa dar um passo nesse ardor missionário de fazer com que a catequese seja uma forma de iniciativa,para que eles possam ser capazes de que “A missão do catequista exige dele uma formação  espiritual.A Igreja tem alta consideração a vida espiritual”.(cf.Est.59 da CNBB,n.153).É importante também lembrar que “A fé cristã permite à criatura humana identificar que Deus é a um só tempo Logos e Ágape,isto é,verdade sábia e amor.Deus não poderia ser amor caso não fosse também sabedoria,mas concomitantemente,a sua sabedoria é a sabedoria do amor”.(cf.Conselho Pontíficio para a Promoção da Nova Evangelização,Viver o Ano da Fé,Edições CNBB,Documentos da Igreja 11,p.40).

Que assim você possa então fortalecer com esse artigo,que escrevo,possa ajudar nessa caminhada da missão e do desafio,no qual devemos atuar como discípulos e missionários de nosso Senhor Jesus Cristo,seguir o caminho mais importante,façamos que a paróquia,seja uma paróquia discípula e missionária,levando no coração os passos a serem indicados,conforme nos indicou o Documento de Aparecida,e do documento do Estudo 104 da CNBB que fala do mais importante caminho para a renovação da paróquia ‘Comunidade de Comunidades,uma nova paróquia’,cabe então a nós a sermos incentivados a atuar como discípulos missionários servindo com o amor e serviço para podermos então “Conservar a unidade pelo Espírito Santo no vínculo da paz” (cf.Ef 4,3).Assim seja!

Joseph Charles D´Almada Batista

Paróquia do Sagrado Coração de Jesus,Campos,RJ

maio 6, 2013

Comunidade de Comunidades: Uma nova Paróquia

Filed under: Comunidade e Missão,Evangelização,Formação,Igreja — Joseph Charles @ 3:47 pm

“Na Igreja,Deus constituiu primeiramente,os apóstolos,em segundo lugar os profetas,em terceiro lugar os doutores,depois os que têm o dom dos milagres,o dom de curar,de socorrer,de governar,de falar diversas línguas.” (1Cor 12,28).

O tema central da 51ª Assembléia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil),nos faz relacionarmos com o tema relacionado as Paróquias,sendo assim é importante ressaltar que a Paróquia se torna cada vez mais uma Comunidade de Comunidades.Segundo as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil,nos explica o essencial de uma ação missionária e evangelizadora dentro de nossas comunidades paroquiais.Sendo esse exemplo a paróquia,que torna-se cada vez mais uma Paróquia discípula e missionária é elevar no coração de Deus os caminhos para que a evangelização se torne cada vez mais ampla e tornando as paróquias sendo comunidades de formação permanente na Igreja,segundo o que nos garante as Diretrizes Gerais da CNBB:

“É,pois,nesse sentido,que emergem algumas urgências na evangelização que,por isso mesmo,devem estar presentes em todos os processos de planejamento e nos consequentes planos,independentemente do local onde as ações evangelizadoras aconteçam.Tais urgências dizem a respeito à busca e ao encontro de caminhos para a transformações profundas.São o elo entre tudo que se faz em termos de evangelização em todo o brasil.Mostram uma Igreja em comunhão com sua história,com as conclusões da Conferência de Aparecida e, por isso mesmo,com as demais Igrejas no Continente e com a realidade perplexa e sofrida do povo.” (DGAE 28).

A Igreja precisa com urgência trabalhar na ação evangelizadora para que a missão possa dar um conceito triunfante no coração de um exemplo mais específico para que a Igreja possa trabalhar com muita responsabilidade e no ardor missionário da Igreja,sendo que segundo o que nos ensina o Concílio Vaticano II na Constituição Pastoral Gaudium et Spes:

“O homem de hoje está a caminho de desenvolver mais plenamente a sua personalidade e descobrir e afirmar,cada dia mais,os seus direitos.Mas como foi confiado à Igreja manisfestar o mistério de Deus,deste Deus que é o fim último do homem,ao mesmo tempo revela ao homem o sentido de sua própria existência,a saber,a verdade essencial a respeito do homem.A Igreja sabe perfeitamente que só Deus,ao qual serve,responde ás aspirações profundìssimas do coração humano,que nunca se sacia plenamente com os alimentos terrestres.Sabe além disso que o homem impulsionado sem cessar pelo Espírito de Deus,jamais será de todo indiferente aos problemas da religião,como se comprova não só pela experiência dos séculos passados,mas também pelo abundante testemunho dos nossos tempos.” (GS 41).

Com as palavras do Concílio Vaticano II,a Igreja precisa cada vez mais tornar-se uma Igreja discípula e missionária a cada instante em nossas vidas,portanto a Igreja precisa ter um excelente ardor missionário para que possamos então sermos uma Igreja que valoriza a evangelização tornando-a como “a missão do Magistério está ligado ao caráter definitivo da Aliança instaurada por Deus em Cristo com seu Povo;deve possibilidade objetiva de professar sem erro a fé autêntica.”(cf.CIC  890).E ainda mais o Concílio continua falando a exemplo do ser humano se tornar cada vez mais abundante servindo na Igreja:

“Além disso a Igreja Católica de boa vontade aprecia muito o que as outras Igrejas cristãs ou comunidades eclesiásticas realizaram e realizam em trabalho conjunto para o cumprimento da mesma missão.Ao mesmo tempo está firmemente persuadida de que pode receber preciosa e diversificada ajuda do mundo,não só dos homens em particular,mas também da sociedade,dos seus dotes e atividades,na preparação do Evangelho.A seguir expõem-se alguns princípios gerais para a adequada promoção desta relações e auxílios mútuos,naqueles setores que são de algum modo comuns à Igreja e ao mundo.” (GS 40).

Portanto a Igreja precisa ter em toda a ação evangelizadora uma forma de transmitir a fé cristã para aqueles que estão verdadeiramente se tornando cada vez mais uma Igreja discípula e missionária,segundo o Documento de Aparecida que nos diz assim:

“A Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes (cf.Mt 9,35-36).Ele sendo Senhor,se fez servidor e obediente até à morte de cruz (cf.Fl 2,8);sendo rico,ele escolheu ser pobre por nós (cf.2Cor 8,9),ensinando-nos o caminho de nossa vocação de discípulos e missionários.No Evangelho aprendemos a sublime lição de ser pobres seguindo a Jesus pobre (cf.Lc 6,20;9,58),e a de anunciar o Evangelho da paz sem bolsa ou alforje,sem colocar nossa confiança no dinheiro nem no poder deste mundo (cf.Lc 10,4ss).Na generosidade dos missionários se manifesta a generosidade de Deus,na gratuidade dos apóstolos aparece a gratuidade do Evangelho”. (DAp 31).

O Documento ainda continua dizendo a nossa experiência da alegria de ser discípulos e missionários de Jesus Cristo e para nós é importante saber que:

“Neste encontro com Cristo,queremos expressar a alegria de sermos discípulos do Senhor e de termos sido enviados com o tesouro do Evangelho.Ser cristão não é uma carga,mas um dom: Deus Pai nos abençoou em Jesus Cristo seu Filho,Salvador do mundo.” (idem. 28)

A alegria de ser discípulo missionário conforme nos dizia o Documento não é uma carga mas sim é um dom que Deus enviou por meio de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor,a nos disponibilizar-nos para entrar no caminho da missão e perseverar sempre na oração conforme nos orienta os apóstolos no qual o momento mais triunfante de nossa vida,é transformar um exemplo de fé e de sermos Igreja discípula e missionária.”Os sinais dos tempos apontam para a importância de um novo tipo de ação política,que valorize a iniciativa popular,de grupos e comunidades que se dispõem a pôr as mãos na massa para realizar iniciativas concretas,para responder a necessidades reais.(cf.CNBB,Doc.80.p.65).Portanto,a Comunidade é o lugar de formar cristãos de verdade para que a missão da Paróquia é transmitir a fé cristã,para que possamos corresponder a buscar a missão e a identidade da Igreja formar homens e mulheres para uma nova vida transformando o mundo novo em um mundo mais desenvolvido pela gratidão de Deus e para a nova forma de evangelizar.

“O Povo santo de Deus participa também do múnus profético de Cristo,pela difusão do seu testemunho vivo,sobretudo através de uma vida de fé e caridade,e pelo oferecimento a Deus do sacrifício de louvor,fruto de lábios que confessam o seu nome (cf.Heb 13,15).” (Lumen Gentium 12).

Por isso,a Igreja precisa de um povo santo para que a Igreja continue dando o seu testemunho vivo,por meio de Jesus Cristo para que todos nós possamos dar a prática de formar uma comunidade em rede de comunidades,possamos dar a missão da Igreja colocando em prática verdadeiramente no caminho de fé e de esperança no ardor missionário da Igreja,precisamos dar mais força para que a nossa Igreja seja uma Igreja autêntica para a nossa fé e sendo unidos na forma do amor e da resposta que devemos seguir profundamente a nossa fé seguida na vida e nos passos de Jesus.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Joseph Charles D´Almada Batista

Fraternidade Pequena Via

Comunidade de Aliança

agosto 29, 2012

Semana Missionária: Nova Evangelização e Ano da Fé

Filed under: Ano da Fé — Joseph Charles @ 2:37 pm

“Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos.Sede,portanto,prudentes como as serpentes e simples como as pombas.” (Mt 10,16).

Estamos próximos da celebração do Ano da Fé e nessa ocasião pretendo realizar aqui no blog partilhando esse nosso objetivo de falarmos um pouco a respeito da Jornada Mundial da Juventude que será realizado em 2013 no Rio de Janeiro,anunciado pelo Papa Bento XVI,com o tema “Ide,pois,fazei discípulos entre as nações” (Mt 28,19) e que estão trabalhando na Semana Missionária,temos a graça de compreender o quanto que somos chamados para estarmos motivados a tantos eventos que a Igreja promove em nosso coração,o principal momento de entrarmos nessa missão de anunciar a palavra de Deus,segundo a ExortaçãApostólica Verbum Domini do Papa Bento XVI,ela afirma que “É conveniente que o anúncio dos diversos ministérios seja acompanhado por breves trechos da Bíblia sobre o mistério enunciado,para assim favorecer a memorização de algumas expressões significativas da Escritura relativas aos mistérios da vida de Cristo.”(VD 88).

O único momento mais marcante da Igreja é a celebração dos 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II,e dos 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica,texto promulgado pelo Beato João Paulo II.O Papa Bento XVI na sua Carta Apostólica Porta Fidei,continua afirmando que o Ano da Fé seja de fato o testemunho de vida dos cristãos para que possam crescer na sua credibilidade,ou seja,descobrir novamente os seus conteúdos da profissão de Fé(cf.Porta Fidei 9).Entretanto,podemos destacar também que o Ano da Fé,seja de fato um crescimento maduro na fé do cristão para que possam cada vez mais esse ardor de uma missão na ação evangelizadora da Igreja,semeando conforme nos diz o Documento de preparação para o Sínodo dos Bispos de 2012 que terá como tema “A Nova Evangelização para a Transmissão da Fé Cristã o Documento Lineamenta:

           “Estamos agora em condições de compreender o funcionamento dinâmico confiado ao conceito de “nova evangelização”: recorre-se a ele para indicar o esforço de renovação que a Igreja é chamada para estar á altura dos desafios que o contexto social e cultural de hoje coloca a fé cristã,ao seu anúncio e ao seu testemunho,como consequência das profundas mudanças em curso.” (Lineamenta 5).

A Nova Evangelização,se aprofunda ao aspecto de uma dimensão missionária levando no compreendimento de cada passo de nossa responsabilidade de levar no coração dos cristãos é manter a fé deles sendo que assim como os apóstolos,pediram a Jesus que aumentasse a fé deles (cf.Lc 17,5).O crescimento da fé cristã torna-se clara e fecunda em nosso coração,segundo o Catecismo da Igreja Católica: “A Igreja que é “a coluna e o sustentáculo da verdade” (ITm 3,15),guarda fielmente a fé confiada aos santos (Jd 1,3).É ela que conserva a memória das Palavras de Cristo,é ela que transmite de geração em geração,a confissão de fé dos apóstolos.Como uma mãe que ensina seus filhos a falar,e,com isto,a compreender e a comunicar,a Igreja,nossa Mãe,nos ensina a linguagem da fé para introduzir-nos na compreensão e na vida da fé.”(CIC 171).

A missão da Igreja,é,fortalecer que a fé dos cristãos seja bem amadurecidas,conforme nos ensina o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer Arcebispo metropolitano de São Paulo,em sua mensagem ao Grupo de Trabalho paras as Comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II: “A finalidade pastoral do Concílio Vaticano II pode ser compreendida a partir do grande discurso de abertura,e já mencionado Gaudet Mater Ecclesia,do qual tomamos dois pontos centrais.”(GT 5).Com toda essa coerência de estarmos trabalhando com a Nova Evangelização,surge uma citação do Documento da Conferência de Santo Domingo,que reflete sobre a questão desse assunto:

       ” O compromisso é de todos a partir de comunidades vivas.Um especial protagonismo corresponde aos leigos em continuidade com as orientações da exortação apostólica Christifideles Laici.Entre eles,seguindo o convite constante do Papa,convocamos mais uma vez os jovens para que sejam força renovadora da Igreja e esperança do mundo.A fim de suscitar presbíteros,diáconos permanentes,religiosos,religiosas e membros dos institutos seculares para a nova evangelização,impulsionaremos uma vigorosa pastoral das vocações.”(SD 293).

 Na Exortação Apostólica Christifideles Laici,chegamos a uma conclusão onde cada um de nós tenhamos vivenciado a nossa vocação,por inteiro,estarmos vivendo a vocação á santidade,fortificados assumindo como cristãos leigos somos chamados a experimentar dentre as vocações para a nossa profissão de fé: «É,pois,necessário,em primeiro lugar,que os pastores,ao reconhecer e ao conferir aos fiéis leigos os vários ministério,ofícios e funções,tenham o máximo cuidado em instruí-los sobre a raiz batismal desta tarefas» (ChL 23).

Que nessa certeza,onde possamos então viver praticamente o Ano da Fé,inspirados em uma missão leve ao mundo inteiro anunciar a Palavra de Deus em todo instante,que nós possamos então,levar a diante o caminho da evangelização acontecendo em todos os lares entre outros lugares,precisam ser fortalecidos no coração das pessoas.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Joseph Charles D´Almada Batista

Comunidade de Aliança

Fraternidade Pequena Via,Campos,RJ

março 21, 2012

Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã

Filed under: Ano da Fé,Missão,Nova Evangelização — Joseph Charles @ 6:17 pm

“Jesus se aproximou deles e disse:”Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.Ide,pois,fazer discípulos entre todas as nações,e batizai-os em nome do Pai,do Filho e do Espírito Santo.Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado.Eis que estou convosco todos os dias,até o fim dos tempos.” (Mt 28,18-20).

No dia 11 de outubro de 2011,o Papa Bento XVI publicou a Carta Apostólica sob forma de Motu Próprio que tem como título Porta Fidei,que quer dizer porta da fé,com a qual se proclama o Ano da Fé:“À luz de isto,decidi proclamar um Ano da Fé.Este terá início a 11 de Outubro de 2012,no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II,e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo a 24 de Novembro de 2013.Na referida data de 11 de Outubro de 2012,completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica,texto promulgado pelo meu Predecessor,o Beato João Paulo II”.(Porta Fidei 4).

Nessa mesma perspectiva,será realizada uma Assembléia especial do Sínodo dos Bispos com o tema:“A Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã”.São Tomás de Aquino define fé como o “ato do intelecto que assente à verdade divina,sob a influência da vontade movida por Deus mediante a graça”.Esse conceito,de certo modo estritamente intelectual da fé,foi o desenvolvido pela teologia de cunho nitidamente racional da idade média;a seguir,as controvérsias levantadas pela reforma,a qual ensinava que é um ato de confiança,levaram a teologia católica a enfatizar ainda mais a característica intelectual da fé.A noção bíblica da fé,que precede a todos esses movimentos comporta também elementos racionais,porém,vista como um todo,é um ato psíquico mais amplo do que o ato de fé definido por São Tomás de Aquino.É o que diz também João Paulo II: “Cada um,quando crê,confia nos conhecimentos adquiridos por outras pessoas.Nesse ato,pode-se individuar uma significativa tensão:por um lado,o conhecimento,que precisa de se aperfeiçoar progressivamente por meio da evidência alcançada pela própria pessoa;por outro lado,a crença é muitas vezes mais rica,humanamente,do que a simples evidência,porque inclui a relação interpessoal,pondo em jogo não apenas as capacidades cognoscitivas do próprio sujeito,mas também a sua capacidade mais radical de confiar noutras pessoas,iniciando com elas um relacionamento mais estável e íntimo”.(Fides Et Ratio 32).

O Concílio Vaticano II,por meio da Constituição Pastoral Gaudium et Spes,nos fala da importância da fé para a promoção da cultura:“Os cristãos,a caminho da cidade,celestial,devem buscar e saborear as coisas do alto.Mas,com isso,de modo algum diminui,antes  aumenta a importância do seu dever de colaborar com todos os outros homens na edificação de um mundo mais humano.E na verdade o mistério da fé cristã fornece-lhes valiosos estímulos e ajudas para cumprirem mais intensamente essa missão e sobretudo para descobrirem o pleno significado de tal atividade,pelo qual a cultura humana atinga o seu lugar privilegiado na vocação integral do homem”.(GS 57).

A qualidade intelectual da fé,como é exposta na teologia moderna,é expressa por outros termos como “conhecer a Deus”,o que não é conhecimento especulativo,mas experiência de Deus através de sua palavra revelada e de seus atos de salvação.O termo comum para descrever a resposta do homem não é “crer”,mas “ouvir” no sentido de “estar atento”,isto é,ouvir de modo a aceitar e obedecer.O Catecismo da Igreja Católica afirma que É fundamentalmente a palavra que exprime a crença e a confiança,a declaração de que a pessoa acreditada é segura,verdadeira e fiel.(cf.CIC § 949).

Queridos irmãos e irmãs,conforme esse texto sobre a Nova Evangelização,nos faz surpreender a cada momento,esse artigo,que eu havia elaborado no Jornal da Comunidade Católica Fraternidade Pequena Via,sobre o tema “Nova evangelização para a transmissão da fé”,foi para que esse artigo tratar-se relacionado ao Ano da Fé que iremos celebrar no mês de Outubro de 2012.O objetivo desse artigo,é para tratarmos a respeito de um novo começo para a evangelização na Igreja Católica,quero lembrar que essa temática sobre a Nova Evangelização,retrata um começo importante para nós voltarmos a evangelizar desde o começo onde tudo começou.Sendo assim,as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora na Igreja do Brasil no período de 2011-2015,nos trata sobre as urgências na Ação Evangelizadora da Igreja:

                “O encontro com Jesus Cristo é o acolhimento da graça do Pai que,pela força do Espírito,revela o Salvador e      atua,no coração de cada pessoa,possibilitando-lhe esta resposta.” (DGAE  7).

Portanto,o objetivo de trabalharmos com a Nova Evangelização,nos traz um verdadeiro aspecto fundamental quando somos chamados a entrarmos nessa condição de Discípulos Missionários,sendo que todas as pessoas que necessitam dessa graça de Deus tornando-se discípulos de Jesus Cristo.“Nisto,conhecerão todos que sois meus discípulos;se vos amardes uns aos outros”.(Jo 13,35).Por isso,temos a graça de compreender que a missão de nos tornarmos Discípulos de Jesus Cristo,nós estamos nesse chamado de Deus à Vocação Missionária,como ensina o Decreto Ad Gentes:”Cada discípulo de Cristo tem sua parte na tarefa de propagar a fé.Mas Cristo,o Senhor,apesar disso sempre chama dentre os discípulos aqueles que Ele mesmo quer,para que estejam com Ele e os envia a pregar aos povos.Por isso através do Espírito Santo,que distribui os carismas para a utilidade,como quer,inspira a vocação missionária no coração de cada um e suscita Institutos na Igreja,que aceitam como ofício próprio a tarefa da evangelização,dever de toda a Igreja”.(AG 23).

Que Deus,nosso Senhor,nos faça fortalecer na fé e levar o anúncio do Evangelho a todos os povos e nações para que haja uma nova evangelização para a transmissão da fé e promoção da cultura.Sejamos todos discípulos e missionários de Jesus Cristo,a serviço da nova evangelização.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Joseph Charles D´Almada Batista

Comunidade Fraternidade Pequena Via-Campos dos Goytacazes,RJ

fevereiro 2, 2012

A vida consagrada testemunha o amor

Filed under: Vida Consagrada — Joseph Charles @ 11:24 am

 "Sede testemunhas da alegria que brota do Evangelho"

O consagrado entrega-se inteiramente a Deus em liberdade total. Como o apóstolo Paulo ele é chamado a proclamar na sua vida: “Já não sou eu quem vivo é Cristo que vive em mim”.

“Sede testemunhas da alegria que brota do Evangelho”

Consagrar a Deus a liberdade e toda a capacidade de amar não é uma negação de si mesmo. Trata-se, sim, da afirmação plena dos valores humanos, que são dom de Deus e que cada consagrado entrega a Ele.

Em 1997, o Papa João Paulo II instituiu, oficialmente, o dia 2 de fevereiro como o Dia do Consagrado. Nessa data a Igreja comemora a festa da Apresentação de Jesus no Templo, quando a Santíssima Virgem Maria O apresenta e o Senhor é revelado como a luz do mundo!

Seguindo essa luz o consagrado é convidado a sair de si mesmo e a viver uma vida fraterna e comunitária de acordo com os princípios evangélicos.

Essa vivência de entrega plena só faz sentido dentro de uma vida comunitária de irmãos e irmãs. A vida comunitária é o núcleo essencial da vida do consagrado, nela ele se confronta consigo mesmo, com os outros e com o próprio Deus. Só neste confronto ele pode escutar verdadeiramente a voz d’Aquele que o chamou, porque é na voz dos que se sentiram chamados que Deus continua a apontar o rumo a seguir.

Maria, a Senhora que apresentou o Seu Filho no Templo, tal como não entendeu o que disseram os pastores e os Reis Magos, também não entendeu o que disse ali o velho Simeão e a profetiza Ana. Quantas vezes somos como a Virgem Maria na vida consagrada, homens e mulheres que tudo deixamos para uma entrega total, no entanto, sem entendermos profundamente todos desígnios e os caminhos traçados pelo Senhor para seguirmos e silenciamos no mais íntimo do coração.

O apelo a esta entrega total continua dia a dia. Papa Bento XVI, no ano de 2010, por ocasião do Dia do Consagrado, fez a seguinte interpelação: “Se ela não existisse [vida consagrada], o mundo seria mais pobre! A vida consagrada testemunha a superabundância do amor que impulsiona a perder a própria vida, como resposta a superabundância de amor do Senhor, que por primeiro perdeu a sua vida por nós”.

O Portal Canção Nova entrevistou o missionário Samuel Ferreira de Almeida, que esteve durante 6 anos na França em missão. Ele nos relatou o que é viver a dimensão da vida consagrada no exterior.

“Viver na França, como missionário, foi para mim uma experiência muito rica, onde tive a oportunidade de conhecer uma nova língua, um povo e sua cultura, sempre em busca de levar Deus a essas pessoas de uma maneira nova, respeitando suas raízes e sua maneira de viver, mas na certeza de que não há portas fechadas para o Evangelho. Voltar ao Brasil é viver um tempo novo, uma nova etapa na minha vida, é também voltar às minhas raízes do carisma ao qual eu sou chamado.

A Vida Consagrada torna seus membros testemunhas de Cristo no mundo‘A vida consagrada torna seus membros testemunhas de Cristo no mundo’

Quero buscar acima de tudo a Deus para que Ele seja o centro da minha vida. Tenho certeza de que onde quer que estejamos, o Senhor sempre nos espera, e o lugar que Ele nos coloca é sempre um lugar propício para nos encontrarmos com Ele”.

A vida consagrada é um dos rastros concretos que a Santíssima Trindade deixa na história, para que os homens possam sentir o encanto e a saudade da beleza divina.

janeiro 31, 2012

Mensagem para a celebração do Dia da Vida Consagrada

Filed under: Comunidade e Missão,Mensagem,Vida Consagrada — Joseph Charles @ 12:45 pm

                                                            

                                       Mensagem para a celebração do Dia da Vida Consagrada

                        “Comunidade e Missão-«Eles perseveravam na Doutrina dos Apóstolos»”.(At 2,42)

 Queridos irmãos e irmãs

 Ao aproximarmos da Solenidade da Apresentação do Senhor,e também o Dia da Vida Consagrada,estou transmitindo essa mensagem,apresentando o tema “Comunidade e Missão-Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At,2,42).O objetivo dessa mensagem é para a ocasião da abertura do Ano da Fé que iremos celebrar em Outubro de 2012 e se encerra em Novembro de 2013,na festa de Cristo Rei.

A vida consagrada,nos faz viver uma experiência de sentir o chamado de Deus na comunidade cristã.O Código do Direito Canônico,amplia a seguinte norma:“A vida consagrada pela profissão dos conselhos evangélicos é uma forma estável de viver,pela qual os fiéis,seguindo mais pero a Cristo sob a ação do Espírito Santo,consagram-se totalmente a Deus sumamente amado,para assim,dedicados por título novo e especial a sua honra,à construção da Igreja e à salvação do mundo,alcançarem a perfeição da caridade no serviço do Reino de Deus e transformados em sinal preclaro na Igreja,preanunciarem a glória celeste.”(CDC,Cân.574 § 1).

A novidade da vida do cristão consiste no relacionamento estabelecido entre o cristão e Deus,por meio de Cristo no Espírito.O cristão não vive para si próprio.“Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura.”(1Cor 5,17).A comunidade cristã,vive um tempo novo no estado de missão permanente na Igreja.O conceito da vida do Cristo continuada e estendida na Igreja em cada um de seus membros  individualmente  constitui um dos grandes temas paulinos e uma de suas mais originais intuições.A Vida Consagrada meus irmãos e irmãs,”A Igreja confia às comunidades de Vida Consagrada a missão de participar de fazerem crescer a espiritualidade da comunhão,primeiro no seu seio e depois na própria comunidade eclesial e para além dos seus confins.”(cfr.Vita Consecrata,51).

Portanto,as Novas Comunidades,se expressam de uma forma de uma vida nova,a diversidade atual contexto da Vida Consagrada se torna um empenho de uma renovada missão de todo o compromisso sério na responsabilidade de obedecer as normas dos Estatutos e do Regimento Interno da Comunidade.“É necessário tomar Consciência que a ação pastoral deve dar muito mais valor à pessoa enquanto tal,com suas exigências e expectativas”.(Doc.71 da CNBB,104).Portanto,a nova vida,como vimos,começa com a participação sacramental do cristão na morte redentora e na ressurreição salvadora através do batismo,e é sustentada pelo Espírito que o batismo confere.“Pelo nome dos leigos aqui são compreendidos todos os cristãos,exceto os membros da ordem sacra e do estado religoso aprovado na Igreja.Estes fiéis pelo batismo foram incorporados a Cristo,constituídos no Povo de Deus e a seu modo feitos partícipes do múnus sacerdotal,profético e régio de Cristo,pelo que exercem sua parte na missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo”.(LG 31).

E para encerrar,os membros das Novas Comunidades,intensificam essa forma de evangelizar a cada momento de experimentar uma nova inspiração de se viver em uma resposta providencial na Igreja,viver uma experiência de fé transformando uma vida melhor na comunidade.Amém!

Dado em Campos dos Goytacazes,RJ na festa da Conversão de São Paulo Apóstolo,25 de Janeiro de 2012.

Joseph Charles D´Almada Batista

Comunidade Católica Fraternidade Pequena Via

janeiro 20, 2012

Série sobre o dia da Vida Consagrada

Filed under: Espiritualidade,Vida Consagrada — Joseph Charles @ 1:59 pm

No dia 02 de Fevereiro,celebraremos o Dia da Apresentação do Senhor e também o dia da Vida Consagrada.Por isso,elaborarei uma mensagem com o tema “Comunidade e  Missão-«Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos,nas reuniões em comum» (At 2,42)”. O objetivo dessa mensagem,faz com que as Novas Comunidades,Movimentos Eclesiais e Movimentos Focolares,sintam a presença do Espírito Santo,derrame suas bênçãos sobre os seus membros.Como nos pede o Papa Bento XVI,na sua mensagem aos participantes do II Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades:“O impulso missionàrio é  comprovação  da radicalidade  de uma experiência de fidelidade sempre renovado ao próprio carisma, que leva além de qualquer fechamento cansado e egoísta em si”.(Bento XVI,Mensagem aos participantes do II Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades).

A vida consagrada,nos torna seguidores da luz de Cristo,portanto,precisamos evangelizar continuamente  na ação evangelizadora da Igreja,manifestando a nossa fé sendo uma fortaleza na missão que vamos viver na experiência do carisma vivido nas Novas Comunidades.“A espiritualidade de grandes partes das novas comunidades se baseia principalmente na espiritualidade da Renovação Carismática Católica,enfatizando a experiência pessoal de Deus,a oração,o dom das línguas,a cura e a libertação pessoal,o uso da Bíblia”.(Subsídio Doutrinal 3 da CNBB,27).Portanto,iremos refletir sobre a série de artigos sobre a Vida Consagrada.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Joseph Charles D ‘Almada Batista
Comunidade Fraternidade Pequena Via

janeiro 11, 2012

Comunidade e missão

Filed under: Comunidade e Missão,Evangelização — Joseph Charles @ 2:16 pm

Em condiçôes mais favoràveis,a comunidade cristã,se faz presente na Igreja Católica.“O progresso da reflexão no Magistério e na consciência  da Igreja levou a destacar o tema da evangelização,como o que melhor exprime a própria missão da Igreja,mas ao mesmo tempo a sublinhar como ela é “realidade rica,complexa e dinãmica”,que não pode ser definida apenas a partir de um outro de seus aspectos,sem correr o risco de a empobrecer e,até  mesmo,de a multilar.” (Documento 62 da CNBB,49).

A Comunidade cristã,se torna uma verdadeira morada para a missão evangelizadora da Igreja onde somos chamados a tornar a vida em abundãncia mostrando o caminho da vida plena e abundante a todo instante (cf.Jo 10,10).

Anuniciar o Evangelho de Jesus Cristo,é de fato,uma maior forma de se levar a Palavra de Deus,é de demonstrar a todos que“A comunhão fraterna é fruto necessàrio  da própria ação evangelizadora”.(DGAP 13).Portanto,a Comunidade,deverà assumir todo o desempenho da vida consagrada em comunidade.

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